Uma gravação "DDD" é sempre melhor do que uma "ADD" ou "AAD"? O que é que esses códigos querem dizer?

Nos primeiros tempos do CD, a Sociedade dos Profissionais de Serviços de Gravação Audio (SPARS), desenvolveu um código de três letras para distinguir os diversos tipos de equipamento utilizado aquando da junção das várias fases da criação de um disco compacto (CD). O D indica que o equipamento utilizado é digital e o A que é analógico. A primeira letra indica que tipo de equipamento foi utilizado na gravação original. A segunda, que tipo de equipamento foi utilizado nas operações de edição e montagem. A terceira letra não serve realmente para nada. Indica o tipo de equipamento utilizado para criar o CD master, que neste caso só pode ser digital. Muitas pessoas utilizam o código SPARS como um barómetro da qualidade do CD, mas isto pode-se considerar na maior parte dos casos como uma má opção. O código SPARS não reflecte a qualidade do CD, nem foi criado para isso. Nem entre gravadores digitais e analógicos, se pode dizer que um tenha melhor som do que o outro. Uma gravação feita num bom Studer A820 com Dolby SR tem normalmente um som mais claro do que uma gravação feita num Sony TCD-D3 DATman, embora o DATman produza melhores resultados do que a maior parte dos gravadores analógicos mais baratos. Desta forma, tanto um sistema analógico como digital têm a capacidade para produzir boas ou más gravações. Tudo depende do tipo de equipamento e do nível de mestria dos engenheiros que os operam.