Música Por Um Futuro Melhor

 

Se bem estimulada e aplicada de forma correta, a prática musical pode fazer com que as pessoas aperfeiçoem uma série de habilidades que lhes proporciona inúmeros ganhos na vida.

Este é mais um benefício e serviço que as escolas de música trazem à sociedade: ajudam no desenvolvimento de pessoas.

Cada vez mais, especialistas de diversas áreas descobrem as potencialidades que a música possui e os benefícios que ela pode proporcionar às pessoas de todas as idades.

Estudar um instrumento musical estimula áreas do cérebro, aguça a percepção, desenvolve o raciocínio, a coordenação motora, a concentração, a memória, a socialização, a disciplina interior, a humanização, o respeito, a sensibilidade e concede ao indivíduo uma série de vantagens que age positivamente em diversos setores de sua vida.

Quando trabalhada desde a infância, a música faz com que a criança adquira uma maior facilidade para o entendimento de outras áreas do conhecimento e uma estrutura emocional e psicológica que lhe trará grandes vantagens no decorrer de sua vida.

De acordo com Márcia Visconti, uma das pioneiras na metodologia em musicalização infantil, para que a criança tenha um bom aproveitamento no aprendizado de um instrumento, “o ideal é que ela passe pelo processo de iniciação musical, que compreende a sensibilização rítmica e auditiva, para depois ter contato com o instrumento. Esse segundo passo deve ocorrer simultâneamente ao processo de alfabetização, por volta dos seis ou sete anos de idade, onde a constituição física começa a se tornar favorável para essa prática”, afirma.

Com relação aos elementos musicais que devem ser estimulados, tudo o que é trabalhado com um adulto deve também ser desenvolvido com as crianças, e por que não, com idosos. Parâmetros como pulso, acento, andamento, desenho rítmico, proporção de duração de som, altura, intensidade, timbre, dentre outros, são imprescindíveis para qualquer idade. “A diferença é que as aulas infantis devem ser lúdicas, repletas de brincadeiras, e, se possível, em grupo. Tudo vai depender da sensibilidade e da criatividade do professor. É muito importante que esses conceitos sejam vivenciados e não apenas interiorizados”, completa Márcia.

Outro fator destacado por Márcia, diz respeito à importância da motivação. Segundo ela, “o professor deve saber estimular a pessoa para que não desanime e propor atividades para que o aluno demonstre aquilo que sabe ou o que está aprendendo”, conclui.

Artigo de Andréa Donatti , publicado na “Revista no Tom” nº 4