Florença inventa a ópera

Na década de 1580, em Florença, escritores e compositores italianos se propuseram a recriar o esplendor da antiga dramaturgia grega, com sua mistura de palavras, dança e canção para dar expressão aos sentimentos.

Inventam a ópera, que se torna o gênero musical dominante, o principal meio de entretenimento do século XVII, com o canto do solista. É a homofonia, a ária.

Os clássicos já tinham tentado o mesmo, mas a música da Renascença não estava em condições de realizar esse ideal porque só admitia o canto polifônico, de vozes contrapontisticamente combinadas.

Foram compostas mais óperas entre 1600 e 1700 do que em qualquer outro período.

Devido ao uso de instrumentos na igreja e na ópera, além de uma melhora no padrão dos intérpretes, começou a haver interesse das pessoas pela música instrumental.

Os compositores criam, então, novas formas de música para exibir as habilidades dos instrumentistas.

A música instrumental era de três tipos principais:

a) fantasias, conjuntos de variações e peças curtas;

b) suítes, grupos de danças;

c) sonatas, mais organizadas que as suítes, com os movimentos seguindo uma ordem e um estilo padrão.