A hegemonia musical italiana. Nascem a suíte, a abertura e a ode.

Artistas nórdicos começaram a emigrar para Veneza, para aprender a nova arte dos Gabrieli e de Monteverdi. Era o início da hegemonia musical italiana nos países ao norte dos Alpes.

Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621), grande organista, foi mestre na fantasia, tocata e variações. Desenvolveu o estilo echo-fantasia, fazendo uso de efeitos de eco entre o cravo e o órgão.

Hans Leo Hassler (1564-1612), adotou, como Sweelinck, os processos sonoros de Andrea e Giovanni Gabrieli. Foi um pioneiro na sintetização dos estilos alemão e veneziano, um mestre da polifonia e do estilo policoral veneziano.

Johann Hermann Schein (1586-1630) desenvolveu a música instrumental de Giovanni Gabrieli. Foi um dos primeiros que teve a idéia de reunir, em forma de pequeno tamanho, várias danças da época, estilizando-as, para serem executadas durante um banquete na corte ou no paço municipal. Nascia a suíte. (A partir do século XIX as suítes passam a ser seleções não só de balés, mas também de óperas, de música incidental, de obras com associações pictóricas ou outras.)

Heinrich Schuetz (1585-1672), o maior gênio da música propriamente barroca, foi discípulo de Monteverdi.

Giovanni Battista Lulli ou Jean-Baptiste Lully (1632-1687) em vez do emprego da massa imensa de cordas de Monteverdi, organizou uma verdadeira orquestra, mais modesta, para executar, antes das óperas, uma sinfonie, isto é, uma abertura, a ouverture française. Essa forma, inventada por Lully, será da maior importância na evolução dos gêneros abertura e sinfonia. Também dedicou atenção especial à suíte e compôs muitas peças para dança. São as primeiras partituras que se conhecem de música especialmente composta para o gênero.

São contemporâneoos de Lully, Marc-Antoine Charpentier (1634-1704), que introduziu na França o oratório em latim, e Michel Richard de Lalande (1657-1726).

Henry Purcell (1658-1695) recusou-se a seguir modelos como a ópera continental ou a canção solo inglesa. Em vez disso, sintetizou-os todos em música de notável personalidade. Foi o maior músico da sua época, o precursor de Pergolesi e de toda a música instrumental do século XVIII, embora cultivando formas antigas.

Purcell e seus sucessores como os Mestres da Música Real, desenvolveram a ode, um tipo particularmente suntuoso de música coral secular (não religiosa), uma obra ampla para solista, coro e orquestra, visando marcar uma grande ocasião, como uma coroação, ou um fato trivial, como a travessia de um canal por um monarca.