Ars Plena

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Alcançar a plenitude da arte sempre foi o objetivo primeiro do maestro Armando Prazeres, durante toda a sua vida artística. Este sonho o impulsionou para a criação, em 1995, do Madrigal Ars Plena, com o ideal de formar um grupo de elite e desenvolver belas execuções do repertório de música coral.

O nome “Ars Plena” vem do latim e significa "arte plena", total, completa e, é a atingir este ideal, que o Madrigal se propôs, desde sua fundação. Reunindo cantores com que já havia trabalhado em diversos grupos de canto coral, o maestro Armando Prazeres aliou seu talento e sua técnica à sensibilidade e à garra dos cantores, todos amadores. Estava criado o Madrigal Ars Plena, com mais ou menos 25 cantores, como já se disse, com alguma experiência neste tipo de repertório. O grupo se dedicou a obras do período renascentista, abordando também com muito sucesso autores impressionistas e modernos.

Sob a regência de Armando Prazeres, o coral apresentou várias vezes as Missa Brevis em lá e Missa Brevis em fá de J. S. Bach, o oratório O Messias de G. F. Händel, a Missa da Coroação e o Requiem de W. A. Mozart, o Requiem de A. Salieri, o Gloria de A. Vivaldi, o Te Deum, de A. Bruckner, a Missa em Ré Maior, de F. X. Sussmayr (em primeira récita no Brasil).

A qualidade sonora perfeitamente reconhecível, a fidelidade na interpretação dos diferentes estilos musicais e o amor à música, especialmente coral, são as características identificadoras do nosso conjunto.

Mercê de sua sólida técnica vocal e pela opção por um tipo de música mais adequado ao desenvolvimento de seus componentes, resolvemos adotar o nome de Coral Ars Plena, com amplas possibilidades de apresentação nos mais variados ambientes, desde as mais amplas e consagradas salas de concerto, com acompanhamento de orquestras sinfônicas, até o ambiente de igrejas, com acompanhamento de piano ou órgão.

Nesta nova fase, apresentamos, sob preparação vocal e regência de Cláudio Ávila, a Missa em Dó Maior de Joaquim de Paula Souza (1999), a Missa-oratório Vida Pura de H. Villa-Lobos, cantada em 2000, o Gloria de Francis Poulenc, em 2001, e também a Missa Mater Dolorum de Armando Prazeres.

Armando Prazeres foi sempre nosso diretor-artístico e maestro, enquanto viveu. Foi ele que forjou a têmpera deste grupo. Mesmo após a perda de seu maestro e mentor, o coral se mantém firme na busca de seus ideais artísticos. Para alcançá-los, recorreu a um professor de técnica vocal, Cláudio Henrique Ávila, que já vinha trabalhando com o grupo, desde o tempo do Armando, no sentido de aprimorar a técnica de emissão vocal, o que é fundamental para um coral do tipo do nosso. Atualmente, mercê de uma profunda renovação de componentes e de uma mudança de direção artística, o Coral Ars Plena reconstrói seu repertório.