Coro de Câmera Pró Arte

O Coro de Câmera Pró Arte nos seus 27 anos de atividades, vem se dedicando a um repertório que abrange do Canto Gregoriano ao período contemporâneo, com especial ênfase na Música Colonial Brasileira. O conjunto iniciou sua trajetória em Novembro de 1976, ao apresentar a Cantata BWV 248 / III de J.S.Bach, na Escola de Música da UFRJ.

O conjunto, fiel às suas origens, tem dado à música barroca um especial destaque, apresentando, cantatas e peças de autores tais como J.S.Bach, Purcell, Graupner, Buxtehude, etc...

O repertório colonial brasileiro tem sido uma das vertentes mais exploradas pelo grupo, com ênfase na obra de José Maurício Nunes Garcia, sem deixar de lado outros compositores tais como Francisco Gomes da Rocha, Jerônimo de Souza Lobo, etc... Destaque-se ainda em seu repertório, a música colonial latino-americana e o barroco português.

A música Romântica européia é uma de suas preferências e a do século XX tem tido uma participação pequena, porém significativa em seus concertos, com destaque para a montagem da ópera Mattogrosso de Philip Glass, com direção de Gerald Thomas e a apresentação da obra Heptaparaparshinokh, de Roberto Victorio, na IX Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

O grupo tem se apresentado nas principais salas de concertos e igrejas do Rio de Janeiro, além de Brasília, S.Paulo, Goiânia, Ouro Preto, etc... e excursionou pelos EUA em 1987, divulgando a música colonial brasileira e a obra de Villa-Lobos.

A sua discografia inclui a gravação de um LP, em 1989, contendo a Cantata BWV 106, de J.S.Bach, um CD, lançado em 1994, totalmente dedicado à obra de José Maurício Nunes Garcia, o CD O Peregrino de Assis, lançado pela COMEP em 1997 e, em 1998, o CD Missa São Pedro de Alcântara, também com obras de José Maurício Nunes Garcia. A gravação ao vivo de Heptaparaparshinokh resultou em faixa de um CD, produzido pelo próprio compositor e lançado em 1995. O CD José Maurício Nunes Garcia, de 1994, foi incluído entre os Cds indispensáveis no livro de Luis Paulo Horta, publicado sobre o assunto.

A crítica especializada tem, assim, se referido à atuação do grupo:

"... aproximou-se do fenomenal, na medida em que cada nuance da dinâmica parecia precisamente regulada". - (The Indianapolis Star)

"Um dos grandes conjuntos vocais do Brasil..."(Jornal do Brasil)

"... atingiram tal nível de excelência que levam o ouvinte a reclamar outras gravações do gênero". (Jornal do Brasil)

"...uma versão competente". (O Globo)