Madrigale

Fundado em maio de 1993, o Madrigale surgiu da união de alguns cantores em torno da idéia de desenvolver a formação madrigal. Contando já com a experiência da maioria, logo o coro se apresentou pela primeira vez, trazendo ao público o que seria a característica marcante do trabalho deste grupo, um repertório forte dentro do campo erudito, com ênfase na renascença e na música coral brasileira de câmara, no caso somente possível pela qualidade técnica vocal do grupo.

Dirigido pelo regente Arnon Sávio Reis de Oliveira desde sua fundação, o grupo já realizou importantes concertos em Belo Horizonte e interior de Minas, destacando-se o Concerto com a Orquestra de Alunos da Escola de Música da UFMG, onde foram apresentados o Gloria e o Credo de Antônio Vivaldi em abril de 1994 e o concerto de natal em conjunto com a Orquestra do Sesiminas em 1996.

No ano de 1995, gravou seu primeiro CD, com um repertório variado que inclui desde peças dos séculos XVI e XVII, de Clement Janequin (1485-1560), Palestrina (1525-1594), John Wilbye (1574-1638) e Alessandro Scarlatti (1660-1725), passando por "negros spirituals" das igrejas batistas americanas e chegando a obras de compositores contemporâneos, como Randal Thompson (1899-1984), Ronaldo Miranda, Frederico Dantas e arranjos de clássicos da música popular brasileira, como Ponta de Areia (M. Nascimento), Todo o Sentimento (Chico Buarque) e Passarim (Tom Jobim).

Em 1997, começa a desenvolver um trabalho de pesquisa, executando peças inéditas de compostores brasileiros. Nesse ano executa a peça As sete palavras de Christus Cruxificatum, na Escola de Música da UFMG, travando contato com o compositor mineiro Hostílio Soares, do qual executa no ano seguinte, pela primeira vez, a Missa de São João Batista e o Veni Creator Spiritus.

Ainda em 1997, executa, pela primeira vez, a obra Dixit Dominus do compositor José Alves, restaurado pelo musicólogo paulista Paulo Castagna.

Desenvolve, desde 1998, um projeto de resgate da tradição de missas cantadas com o intuito principal de resgatar nas cerimônias obras sacras de compositores brasileiros. Dentre várias outras, já executou a Missa em Si bemol do Pe. José Maurício Nunes Garcia e a Missa em Fá de Lobo de Mesquita, como peças de destaque do repertório colonial brasileiro,além de várias peças isoladas escritas para cerimônias religiosas. Além disso, já executou, várias vezes, obras-primas como o Requiem de Mozart e, no último ano, a Missa em si menor de Bach.