Quarteto Colonial

O Quarteto Colonial, formado por Doriana Mendes (soprano), Talita Siqueira (contralto), Geilson Santos (tenor), Luiz Kleber Queiroz (barítono), com direção musical de Maria Aida Barroso, vem desenvolvendo há algum tempo pesquisa sobre a obra do Padre José Maurício Nunes Garcia.

Em setembro de 2003, apresentou-se no encerramento do Festival de Música Sacra de Parati, quando lotou a Igreja de Santa Rita, obtendo enorme sucesso de público. Para 2004, o grupo continuará sua pesquisa, procurando valorizar aquele que foi o grande nome de nossa música colonial.

  • DORIANA MENDES

Soprano, formada no Bacharelado de Canto na UNIRIO (RJ), vem atuando há doze anos na área de música erudita. No ano de 2003, apresentou-se no concerto-cênico BARROCO (CCBB-Brasília),no espetáculo O ÚLTIMO DIA (CCBB-Rio) sobre a vida do Padre José Maurício Nunes Garcia (ambos sob direção de Marcelo Fagerlande), este último com a direção teatral de Sérgio Britto.

Em maio de 2000, estreou a ópera AS MALIBRANS de Jocy de Oliveira no Teatro da Ópera de Darmstadt, na Alemanha, reencenada em 2002, no Teatro Avenida em Buenos Aires. Desde 1997, é integrante do CALÍOPE, prêmio Carlos Gomes (2002) de melhor conjunto vocal do país, com quem gravou os CDs “Sábado Santo”, “Quinta-Feira Santa” e “Música Fúnebre”.

Tem cantado peças inéditas de importantes compositores brasileiros, participando de edições da Bienal de Música Contemporânea (1999, 2001) na Sala Cecília Meireles (RJ) e do IV Encontro Latino Americano de Compositores e Intérpretes (2002), como solista convidada em Belo Horizonte. Em 2002, à frente da OSB, fez o solo de soprano da “Fantasia Coral” de Beethoven sob a regência de Yeruham Scharovsky nos Concertos para a Juventude (Sala Cecília Meireles).

Em março de 2001, lançou no Paço Imperial (RJ) o CD “DUO LAGUNA”, de modinhas e lundus do século XIX, em parceria com o violonista Rodrigo Lima, trabalho que em 2003 foi apresentado em São Paulo nos Concertos Matinais da Sala São Paulo e no circuito SESC Clássicos no estado do Rio .

  • TALITA SIQUEIRA

Natural do Rio de Janeiro, cursa a Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Música na Escola de Música da UFRJ. Tem atuado como pianista e cantora (coralista e solista) em diversos corais, como CALÍOPE SINFÔNICO, sob regência de Júlio Moretzohn, CORAL DO IBEU sob regência de Weber Duarte, TODOTOM – UFRJ, BRASIL ENSEMBLE, EM ALTO E BOM SOM e CORAL INFANTIL DA UFRJ, todos sob Regência de Maria José Chevitarese, sendo que nos dois últimos atua também como assistente de regência.

Em 2002, foi aprovada em concurso público como integrante do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou, como pianista, da gravação de dois CDs do Coral TODO TOM e como cantora do CD do Coral BRASIL ENSEMBLE. Já se apresentou em diversas salas de concerto do país e do exterior, tais como Sala Cecília Meireles/RJ, Centro Cultural Banco do Brasil/RJ, Teatro Municipal de Ilhéus/BA, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Carlos Gomes/RJ (Série Concertos para Juventude), Portugal, Espanha e Áustria.

  • LUIZ KLEBER QUEIROZ

Barítono natural do Rio, graduou-se em Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo aprimorado seus estudos com o tenor Victor Prochet. Cursou também a Formação de Atores da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL).

Há alguns anos vem trabalhando com importantes maestros e diretores como Karl Martin, Marcelo Fagerlande, Ernani Aguiar, Roberto Duarte, José Rua, Maria Aída Barroso e André Góes entre outros.

Como solista, atuou em obras como DON PASQUALE de Gaetano Donizetti, LA CENERENTOLA de G. Rossini, LA BOHÈME, de G. Puccini, A ÓPERA DOS TRÊS VINTÉNS de Kurt Weil, ABUL de Alberto Nepomuceno, ORFEO de C. Monteverdi, O ELIXIR DO AMOR de G. Donizetti, A FLAUTA MÁGICA de W.A.Mozart, LA PURPURA DE LA ROSA de Tomás de Torrejón y Velasco, L"ENFANT PRODIGUE de Claude Debussy, I CAPULETI E I MONTECCHI de Vicenzo Bellini, VIVA LA MAMMA de G. Donizetti, SOBRE O INFINITO de Alexandre Schubert vencedor da XIV BIENAL DE MÚSICA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA na categoria Música Cênica.

Trabalhou também em peças como ROMEU E JULIETA de William Shakespeare, AMBULÂNCIAS NA CONTRAMÃO de Márcio Viana e O MENINO DETRÁS DAS NUVENS de Carlos Augusto Nazareth, pela qual ganhou o Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no XVIII Festival Nacional de Teatro de São José do Rio Preto / SP.

Além de sua carreira como solista, integrou os grupos vocais CALÍOPE SINFÔNICO sob regência de Júlio Moretzsohn, BENE…DICTUS sob regência de Dom Félix Ferrat; ATRIUM, sob direção musical de Sarah Cohen e DAEDALUS, sob direção musical de Maria Aída Barroso, com o qual gravou o CD “Musica medieval”. Desde 1998 integra o CORO DO TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO.

“... mas Luiz Kleber Queiroz como Don Pasquale foi um sucesso. A platéia aplaudiu a todos com entusiasmo, aliás merecido, mas recebeu Luiz Kleber com uma verdadeira ovação.” - Crítica de Antônio Rodrigues sobre a ópera DOM PASQUALE, publicada no site movimento.com em 12/7/2002.

  • GEILSON SANTOS

Natural do Rio de Janeiro, cursa atualmente o bacharelado em canto na Uni-Rio. Em 1996, recebeu o prêmio Jovem Talento no concurso Carlos Gomes e no 1º concurso Petrobrás Pró-Música no ano de 2000, foi agraciado com o prêmio Armando Prazeres. Estreou na Ópera Orfeu, de Monteverdi, na sala Cecília Meireles, sob a regência de Marcelo Fagerlande, que o regeu também na Cantata do Café, de Bach.

Em seguida, foi convidado para atuar como solista na Cantata Carmina Burana, de Carl Orff no Theatro Municipal do RJ, sob a regência de Sílvio Barbato. Mais tarde, interpretou a mesma obra no Teatro Amazonas de Manaus, sob a regência de Luiz Fernando Malheiro. Interpretou o papel de Remendado na ópera Carmem de Bizet e na temporada seguinte foi protagonista da ópera La Sonnambula de Bellini, sempre sob a regência de Luiz Fernando Malheiro.

Cantou na sala Cecília Meireles a cantata Carmina Burana de Carl Orff, sob a regência de Ricardo Rocha e as Cantatas de Stravinski e Britten sob regência de Júlio Moretzohn. Tem sido solista de obras de concerto, como o oratório de Saint Saens e cantata nº 40 de Bach, entre outras.

No festival de ópera de Manaus de 2001, participou do concerto de abertura e encerramento como solista cantando árias de óperas. Participou do projeto ópera do meio-dia no Theatro Municipal do RJ, tendo interpretado óperas como Idomeneo de Mozart, Pescador de Pérolas de Bizet, I Puritani de Bellini e Porgy and Bess de Gershiwn. Tem publicados dois CDs com participação como solista no conjunto Calíope em obras do período colonial brasileiro, sob a regência de Júlio Moretzohn, a cantata Dessana, de Adelson Santos e um CD de Palestrina.