Anima

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O Anima é um grupo que interpreta música antiga e tradicional. O repertório baseia-se na música brasileira de tradição oral, seus instrumentos e linguagem, estabelecendo ligações com a música antiga européia. A mistura de repertórios - popular e erudito - com instrumentos tradicionais e antigos, através de um idioma alegórico, fluindo de maneira natural, traz à superfície as raízes mais antigas da música tradicional brasileira e os substratos orais da música antiga européia.

Textos de música antiga e canções populares são recriados pelo conjunto em arranjos coletivos, enfocando a mobilidade da arte na sociedade medieval e nas sociedades distantes do processo de industrialização, onde a escrita não desempenha função fundamental, criando, assim, uma fusão de idiomas musicais aparentemente distantes.

Os instrumentos utilizados também revelam raízes diferentes de sua música – da tradição brasileira destacam-se as rabecas brasileiras, a viola caipira, a flauta kuluta (flauta sagrada da tribo kalapalo) e um grande número de instrumentos de percussão; da tradição do Oriente Médio, o zarb iraniano, o bendir, e o mejuez; da tradição da música antiga européia o cravo e as flautas-doce - mesclando uma gama rica de timbres e sonoridades.

O primeiro CD Espiral do Tempo, lançado em 1997, ganhou prêmios em ambos os campos - o erudito e popular. O Anima foi o vencedor do "Prêmio APCA", (Associação Paulista de Críticos de Arte), como o melhor conjunto de música de câmara, em 1998 e também foi indicado ao "IV Prêmio Carlos Gomes", promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, entre os três melhores conjuntos de música de câmara em 1999. Ganhou também o Prêmio Movimento de Música Popular Brasileira, como o melhor CD de música instrumental de 1997.

O segundo CD, Especiarias, que foi lançado em abril de 2000, focaliza em seu repertório, canções de amor e de devoção da tradição oral brasileira, portuguesa, espanhola e sefardita, tendo como ponto de partida a Idade Média e o Renascimento. Em um retrospecto sonoro de cinco séculos, o Anima desenrola o fio condutor das diversas culturas que formaram o Brasil, tecendo uma "nova especiaria": o som, a música como o resultado da miscigenação étnica e cultural ao longo de tempo.

"Nada tão moderno quanto a música antiga feita pelo Anima, um conjunto paulista formado por talentosos músicos que coordenam naturalmente o tráfego entre os sons de uma dança medieval, uma canção do vale do Jequitinhonha e a lírica de Jobim. Uma maravilha!" - José Roberto Prazeres - Classic CD

"Sete músicos mesclam canções e danças das tradições orais... O resultado é um trabalho de impacto."
Luis Antônio Giron - Gazeta Mercantil de São Paulo

"A fusão de ritmos nunca tinha ido tão longe. Das cantigas dos trovadores medievais para os baiões e xaxados nordestinos passaram-se séculos que, como prova o grupo Anima, estão mais do que presentes na música brasileira." - Júlio Maria - Jornal da Tarde

"O Prêmio Movimento de Melhor Disco Instrumental foi ESPIRAL DO TEMPO... Trata-se de um trabalho maduro, que comprova a criatividade do instrumentista brasileiro. O Anima é, seguramente, um dos grandes grupos instrumentais surgidos na nossa música popular."
Sinésio Gimenez Jr. - Jornal Movimento

"Produção gráfica de bom gosto e som de primeira qualidade. De tão bem cuidado, o CD de estréia do Anima nem parece um disco independente brasileiro."
Irineu Franco Perpétuo - Classic CD

"Do encontro da tradição medieval com a música regional brasileira, o grupo Anima surge como uma revelação de novas sonoridades, inaugurando um caminho dentro da música brasileira atual." - Benjamin Taubkin - Núcleo Contemporâneo

"O trabalho do Anima vem preencher uma profunda lacuna no cenário musical do país. Isso porque os músicos, ao mesmo tempo em que trafegam por uma linha erudito-popular, interpretando canções com grande virtuosismo e emoção, mostram também um dedicado trabalho de pesquisa, envolvendo formação instrumental e repertório." - Jornal Instrumental SP