Klepsidra

Fundado em 1992, por Eduardo Klein e Tiche Puntoni, o Klepsidra vem desenvolvendo um trabalho minucioso e contínuo de restauração sonora de obras do passado.
Embora a maior parte da atenção do grupo seja dedicada a obras anteriores ao século XVIII, nosso interesse engloba também a música dos nossos dias, escrita para instrumentos ditos históricos, como o cravo, a flauta doce e a viola da gamba.
O Klepsidra já apresentou seu trabalho em locais como Sesc Santo André, Theatro São Pedro, Teatro Municipal de São Paulo, Museu da Casa Brasileira, Auditório do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Palácio dos Campos Elísios, Catedral de Botucatu, Fundação Oscar Americano, Teatro Paulo Eiró, Teatro João Caetano, Teatro Artur Azevedo, Centro Cultural Vergueiro, Memorial da América Latina, Fundação Moreira Sales, interpretando obras de mestres do passado, como Diego Ortiz, Marin Marais, J. S. Bach, Benedetto Marcello, Antonio Vivaldi, ou do presente, como Hans U. Staeps, Harald Gaezmer, Edmundo Villani-Cortes, Francis Poulenc, além de outros, sempre com ótima acolhida.
Desde 1999, o grupo voltou a atenção para a música do Brasil colonial. Encontram-se ao lado de peças religiosas pequenas obras-primas, como modinhas e lundus, de grande vivacidade e com a brejeirice característica.
Em agosto de 2000, o grupo participou do IIIº Festival Internacional de Música Renascentista e Barroca Americana, em várias cidades da Bolívia, onde ofereceu quatro apresentações, em lugar das três inicialmente planejadas, por insistência da comissão organizadora do festival, sempre com excelente acolhida. O grupo voltou a participar do Festival em 2002, com excelente acolhida do público e da imprensa, onde foi citado como tendo sido um dos que obtiveram melhor acolhida no festival passado, chegando a se apresentar para uma platéia de 1.500 pessoas, em Ascención de Guarayos, Bolívia.
O CD do grupo está em fase finalização e uma gravação com algumas das interpretações do grupo integra o livro Festa, de István Jancsó e Iris Kantor (Edusp).
O Klepsidra acredita estar mais do que na hora de levar nossos tesouros sonoros a todos, em lugar de mantê-los apenas como citações em tratados dedicados a especialistas. E o público, então, poderá julgar o acerto de nossa escolha.

- Tiche Puntoni - cravo
- Eduardo Klein - flauta e viola da gamba
- Roberto Anzai - flauta e viola da gamba
- Beatriz Chaves - flauta
- Eduardo Areias - voz

TICHE PUNTONI - Cravista foi bolsista do governo francês no Chantier International, em Guadalupe, e do governo belga no Seminnaire de Musique Ancienne, em Bruges, tendo participado de apresentações em Paris (França), Aix-la-Chapelle (Alemanha) e Luxemburgo. Realizou um curso de extensão universitária em instrumentos antigos no Instituto de Artes do Planalto, da Unesp. Participou do 4º Congresso Internacional sobre o Significado Musical, na Universidade de Paris (Sorbonne), por sua interpretação de Louis Couperin. Organizou e participou de vários conjuntos dedicados à música antiga, em São Paulo, sendo uma das idealizadoras do Klepsidra. Atualmente, desenvolve no Brasil intensa atividade didática.

EDUARDO KLEIN - Flautista e gambista participou de vários conjuntos de música antiga. Foi um dos fundadores do grupo Renascer de Música Antiga e do Núcleo Tálea, editor do boletim A Tablatura, da Sociedade Pró-Música Antiga, tendo colaborado com as publicações O Instrumentista e Notas Ricordi, além de participar de programas radiofônicos sobre viola da gamba e música antiga em geral. Participou do seminário sobre ópera barroca em Bariloche (Argentina), como bolsista da Fundação Vitae. É um dos idealizadores do Klepsidra e da Companhia Papagália.

ROBERTO ANZAI – Regente, pianista, flautista e arranjador, formou-se bacharel em Composição e Regência pela UNESP. Como regente, atuou frente a vários grupos corais, tais como Coral da Unesp, Coral Cantum Nobile e Companhia Coral, com a qual realizou os espetáculos Elsinore, Variações sobre o Tema Hamlet, dirigido por William Pereira e Homenagem a João Pacífico, este último resultando na gravação de um CD. Recebeu o prêmio de melhor música original no IIº Festival de Teatro de São Bernardo do Campo (1992) como diretor musical do grupo Gargarejo, na montagem de Tempus Domini, de Reinaldo Sanches. Foi professor de regência no curso de Bacharelado em Composição e Regência e regente do coral da Faculdade Santa Marcelina e atua na área de expressão vocal, canto coral e direção musical no Teatro-Escola Célia Helena.

EDUARDO AREIAS – Cantor, em 1992 iniciou estudos de canto gregoriano e interpretação de semiologia gregoriana. Fez parte dos grupos vocais Viver de Voz, Assombrassom, dos corais da FAU (USP) e da ECA (USP) e do Coral de Canto Gregoriano S. Pio X. Participou dos espetáculos Hércules Pastiche, Thirty, A Roda e os Números e, atualmente, de A Carreira Sem Fim de Fauvel, o Asno e Carmina Burana na Casa da Fama, com o grupo Tálea. Foi também cantor na peça O Livro de Jó, de 1995 a 1998. Participou do Festival de Canto Gregoriano de Watou, na Bélgica, do Festival Latino Americano de Canto Coral, do Festival de Música Antiga e Tradição Oral de Curitiba e de festivais de teatro (Porto Alegre em Cena, Festival Ibero-americano de Teatro de Bogotá, Festival de Teatro de Curitiba, Århus Festuge) com O Livro de Jó.

BEATRIZ CHAVES – Flautista, aluna de Tiche Puntoni, participou do 1º Encontro de Flautistas, em Teresópolis e da 3ª Bienal de Música da ECA (USP). Integrou os conjuntos Pró-Arte, Ludomusical, Tourdion e o madrigal Klaus Dieter Wolf.

Ficha Técnica:
Pesquisa para o programa e arranjos – Eduardo Klein
Revisão musical – Tiche Puntoni