Les Arts Florissants

Dedicados, desde a sua fundação do grupo, à música barroca, os cantores e instrumentistas se mantêm fiéis à interpretação em instrumentos de época, sendo hoje uma das formações mais reputadas do gênero em todo o mundo. Les Arts Florissants foi fundado e é dirigido, desde então, pelo cravista e regente franco-americano William Christie. O nome foi extraído de uma pequena ópera de Marc-Antoine Charpentier.

O conjunto foi pioneiro na imposição de um repertório até então praticamente desconhecido na paisagem musical francesa, através da exumação de verdadeiros tesouros que se encontravam na Biblioteca Nacional da França e que são hoje grandes sucessos. Seu repertório centra-se não somente no “grand siècle” francês, mas na música européia dos séculos XVII e XVIII como um todo.

Alguns dos destaques: Les Indes Galantes (apresentada em 1990 e 1999) e Hippolyte et Aricie (1996) de Rameau, Médée (1993/94) de Charpentier, Orlando (1993), Acis & Galatea (1996), Semele (1996) e Alcina (1999) de Händel, King Arthur (1995) de Purcell, A Flauta Mágica (1994) e O Rapto do Serralho (1995, na Ópera do Reno) de Mozart e Il Ritorno d"Ulisse in Patria de Monteverdi, que teve estréia triunfal em Aix-en-Provence em 2000, e que viria a ser reencenada em Lausanne, Paris, Caen, Bordeaux, Nova Iorque e Viena em 2002.

Em suas produções Les Arts Florissants têm por norma associar-se a grandes nomes da cena, como Jean-Marie Villégier, Robert Carsen, Alfredo Arias, Píer Luigi Pizzi, Jorge Lavelli, Adrian Noble, Andrei Serban, Graham Vick, e a coreógrafos da estirpe de Francine Lancelot, Béatrice Massin, Ana Yepes, Shirley Wynne, Maguy Marin, François Raffinot e Jiri Kylián.

Apesar da grande ênfase atribuída pelo grupo às atividades líricas, não se pode esquecer de sua forte presença nas salas de concerto e nos estúdios de gravação, como testemunham as notáveis apresentações de óperas em versões de concerto como Zoroastre e Les Fêtes d’Hébé de Rameau, Idoménée de Campra, Jephté de Montéclair e tantas outras.

Eles contemplam ainda obras profanas de câmara como Actéon, Les Plaisirs de Versailles e Orphée aux Enfers de Charpentier ou o Dido & Aeneas de Purcell e música sacra como os Grandes Motetos de Rameau, Mondonville, Desmarest, ou os oratórios Israel no Egito, Theodora ou o Messias de Händel, sem falar nas eventuais incursões na música contemporânea.

O acervo de gravações de Les Arts Florissants é dos mais ricos. Gravaram mais de quarenta CD para a Harmonia Mundi. De 1994 para cá o conjunto é exclusivo do selo Erato, da Warner Music, para o qual já gravou mais de vinte títulos, muitos deles premiados.

Grupo residente do Théâtre de Caen há mais de dez anos, eles apresentam uma temporada anual de concertos na região da Baixa Normandia e desempenham um papel dos mais ativos como embaixadores da cultura francesa em todos os continentes. O conjunto é subvencionado pelo Ministério da Cultura da França, pela prefeitura de Caen, pelo Conselho Regional da Baixa Normandia e pelo grupo Morgan Stanley.