Concerto Italiano

A orquestra Concerto Italiano, dirigida pelo premiado maestro e cravista Rinaldo Alessandrini, revolucionou a interpretação da música italiana dos séculos XVII e XVIII e, mais tarde, incorporou um grupo de cordas, que viria a se tornar autônomo com o passar do tempo, transformando-se em uma das formações mais influentes do gênero.

O Concerto Italiano começou sua história revolucionando os critérios de execução da música vocal italiana dos séculos XVII e XVIII, especialmente no que se refere à produção de Monteverdi, cujas interpretações são hoje consideradas pela crítica como autênticas versões de referência.

O orgânico do Concerto Italiano expandiu-se há cerca de cinco anos com o acréscimo de uma orquestra de cordas ao núcleo do grupo dirigido por Rinaldo Alessandrini. Eles partiram do “Oitavo Livro” de Claudio Monteverdi, passando progressivamente às óperas, oratórios, cantatas, e à produção de motetos e instrumental de câmara e orquestral italiano.

Além da produção instrumental vivaldiana, o Concerto Italiano vem desenvolvendo um projeto de gravações dedicado à música de J. S. Bach, incluindo os concertos para cravo e cordas, a Arte da Fuga e A Oferenda Musical.

O conjunto já se exibiu em praticamente todos os grandes centros do mundo, aí incluídos Utrecht (Oude Muzick Festival), Anversa, Londres (Lufthansa Festival, Queen Elisabeth Hall), Aldeburgh, Viena (Konzerthaus), Graz (Styriarte), Amsterdam (Concertgebouw), Bruxelas (Festival da Wallonie, Festival de Flandres, Societé Philharmonique), Barcelona (Festival de Musica Antigua), Oslo (Festival de Música de Câmara), Paris (Cité de la Musique), Beaune, Ambronay, Saintes, Colônia (Conservatório e WDR), Turku, Darmstadt, Roma, (Accademia di Santa Cecilia e Accademia Filarmonica Romana), Milão (Música e Poesia em S. Maurizio), Spoleto (Festival dei Due Mondi), Telavive, Jerusalém, Bergen e Varsóvia.

Em 1996, o grupo estreava no Festival de Edinburgo, em colaboração com o Mark Morris Dance Group, na preparação de uma aclamada criação coreográfica. No ano seguinte, os Estados Unidos: Metropolitan Museum de Nova Iorque, com a serenata La Senna Festeggiante de Vivaldi. Ainda em 1997, uma turnê ao Japão, que culminou com duas aclamadas apresentações em Tóquio. Em 1998, apresenta a ópera Olimpiades de Vivaldi no Teatro Rendano em Cosenza.

O Concerto Italiano gravou o Gloria de Vivaldi para a TV francesa e um programa misto italiano para a televisão belga. São artistas exclusivos do selo Opus 111, onde registraram uma alentada discografia distinguida com os mais importantes prêmios internacionais. Destaque para os Madrigais de Monteverdi, o Gloria, Magnificat, cantatas e concertos de Vivaldi e para os concertos para cravo e A Arte da Fuga de Bach.

O Concerto Italiano é hoje uma realidade consolidada no panorama da execução do repertório italiano dos séculos XVII e XVIII.