Orquestra de Câmara de Moscou

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A Orquestra de Câmara Acadêmica Estatal da Rússia, mais conhecida como Orquestra de Câmara de Moscou, é uma das formações camarísticas mais tradicionais do Leste Europeu. Fundada em 1956 pelo famoso violinista e regente Rudolf Barshai, reuniu os músicos mais brilhantes e talentosos de Moscou. Já em seu primeiro concerto revelou-se um conjunto do mais elevado padrão artístico e profissional.

Logo começaram a surgir os convites para apresentações nos principais centros europeus e nos Estados Unidos — uma sucessão de triunfos. A partir daí, a Orquestra de Câmara de Moscou passou a tocar para casas lotadas em todo o mundo. Hoje o conjunto dá cerca de 80 concertos anuais na Europa, Ásia, América do Sul e Escandinávia, e outros 40 na Rússia.

A exigente crítica de The New York Times confirmou: “O que ouvimos foi o apogeu da perfeição... nossas expectativas foram superadas a ponto de deixar-nos boquiabertos de admiração.”

A partir daí, nada mais natural que a Orquestra de Câmara de Moscou passasse a constituir um pólo de atração para solistas do calibre de David Oistrakh, Mstislav Rostropovich, Leonid Kogan, Yehudi Menuhin, Sviatoslav Richter, Vladimir Spivakov, Victor Tretyakov, James Galway, Nicolai Gedda e Boris Pergamenshchikov, para citar apenas alguns que se apresentaram com o conjunto nos mais prestigiosos palcos do mundo.

Decorrência natural, os mais importantes compositores russos passaram a escrever obras especialmente para a orquestra, a quem Shostakovich confiou a primeira apresentação da sua Décima Quarta Sinfonia, afirmando: “Ela é possivelmente a melhor orquestra de câmara do mundo.”

Com a saída de Barshai da União Soviética, a direção artística da Orquestra de Câmara de Moscou foi entregue a eminentes violinistas: Igor Bezrodny, Victor Tretyakov e Andrei Korsakov. Mas, em 1991, surgiria um fato inédito na história musical da Rússia: a indicação do brilhante pianista e regente americano Constantine Orbelian para diretor musical da orquestra, fato dos mais relevantes nas relações culturais russo-americanas.

Em maio de 1995, foi a embaixadora cultural da Rússia nas Comemorações do 50º Aniversário das Nações Unidas, em San Francisco. Referindo-se ao evento, o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, declarou:
“A música é uma poderosa força de transformação. Ela pode abrir as portas do coração para o melhor de nós, e esta apresentação é uma bela contribuição às Comemorações do 50º Aniversário das Nações Unidas. O sucesso da Orquestra de Câmara de Moscou e a nomeação única de Constantine Orbelian, cidadão americano nascido em San Francisco, como regente, representa os mais elevados níveis de realização artística entre nossas duas grandes nações.”

Ainda em 1995, ela se tornaria a primeira orquestra russa a visitar a África do Sul. No ano seguinte, era convidada a apresentar-se para os chefes de estado presentes ao Fórum Econômico Mundial e no Concerto do Encontro Anual de Caridade em Davos, Suíça.

Como conseqüência natural do sucesso, a orquestra começou a ser requisitada para sucessivas gravações, muitas delas detentoras dos maiores prêmios internacionais do disco. A integral das sinfonias de Mozart tornou-se peça de colecionadores e suas interpretações de Vivaldi, Corelli, Albinoni e Boccherini foram colocadas entre as melhores do mercado.

No selo Chandos, lançaram recentemente os Concertos para Violino Nos. 1 e 2 de Paganini, com o violinista Ilya Grubert, detentor do Primeiro Prêmio do Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscou, um CD dedicado à obra de Alexander Arutiunian e outro à de Prokofiev, com a Sinfonia Nº 1 – “Clássica”, Visões Fugitivas e o Concerto para Violino Nº 1, mais uma vez com Ilya Grubert. Para o selo Philips gravaram as obras completas para piano e orquestra de Mendelssohn, com o brasileiro Jean Louis Steuerman.