Orquestra Filarmônica de Nova York

Fundada em 1842, a Orquestra Filarmônica de Nova York - New York Philharmonic é a mais antiga orquestra dos Estados Unidos e uma das mais antigas do mundo. Atuando continuamente ao longo de dois terços da história de seu país, tem desempenhado papel de grande destaque na vida musical norte-americana. Durante as 35 semanas de sua temporada anual de assinaturas, a realiza cerca de 150 concertos, a maioria deles no Avery Fisher Hall, no Lincoln Center.

Kurt Masur assumiu o posto de Diretor Musical da orquestra em setembro de 1991, sucedendo a Zubin Mehta, o maestro que por mais tempo ocupou esse cargo no século XX. Pierre Boulez, predecessor de Mehta, deixara a orquestra em 1977, para dirigir o Institut de Recherche et de Coordination Acoustique/Musique – IRCAM, em Paris. Boulez havia sucedido a Leonard Bernstein, agraciado com o título de Maestro Honorário Vitalício da Filarmônica, ao renunciar à Direção do conjunto, em 1969. A partir de 2002/2003, Lorin Maazel sucederá a Kurt Masur como Diretor Musical.

Desde a sua criação, a Orquestra sempre prestigiou a música de seu tempo: esteve à frente de diversas primeiras audições mundiais de obras de grande importância – como o Concerto nº 2 para Piano e Orquestra de Tchaikovsky, a Sinfonia nº 9, Novo Mundo de Dvorák, o Concerto nº 3 para Piano e Orquestra de Rachmaninoff e a Sinfonia em Três Movimentos de Stravinsky.

Realizou as primeiras audições norte-americanas de várias obras-primas do repertório sinfônico, como por exemplo as Sinfonias nos. 8 e 9 de Beethoven, a Sinfonia nº 4 de Brahms, as Sinfonias nos 1, 2, 4 e 6 de Mahler e a Symphonie Fantastique de Berlioz, ao lado de muitas outras obras que integram seu repertório.

Essa tradição de pioneirismo mantém-se até hoje, com a inclusão de criações dos principais compositores contemporâneos nos programas das temporadas anuais da Filarmônica de Nova Iorque.

A galeria de compositores e regentes que já conduziram a New York Philharmonic inclui importantes nomes da história da música ocidental, dentre os quais se destacam Anton Rubinstein, Tchaikovsky, Dvorák, Weingartner, Mahler (Diretor Musical da Orquestra entre 1909 e 1911), Rachmaninoff, Richard Strauss, Mengelberg, Furtwängler, Toscanini (Diretor Musical de 1929 a 1936), Stravinsky, Koussevitzky e Walter (Conselheiro Musical entre 1947 e 1949). Os maiores instrumentistas e os melhores cantores de várias gerações também já se apresentaram ao lado da Filarmônica de Nova Iorque.

A primeira turnê norte-americana da New York Philharmonic foi realizada em 1882, sob a direção do maestro Leopold Damrosch. Em 1930, dois anos depois de fundir-se com a Symphony Society of New York, a empreendeu sua primeira turnê européia, sob a regência de Arturo Toscanini. Desde então, o conjunto já se apresentou em mais de 350 cidades, de 52 países dos cinco continentes.

De 1980 até hoje, o Citibank patrocinou catorze turnês internacionais da Orquestra, o que significou dezenas e dezenas de apresentações da orquestra em 90 diferentes cidades de 45 países. As turnês patrocinadas pelo Citibank já levaram o conjunto à Europa (em 1980, 1985, 1988, 1993, 1995, 1996 e 2000), à América do Sul (em 1982 e 1987), à Ásia (em 1984, 1989, 1994 e 1998) e à América Latina (em 1997). Desde o ano de 1980, a Filarmônica realizou sete turnês pelos Estados Unidos, inclusive uma grande turnê norte-americana em 1999.

As célebres apresentações da New York Philharmonic no rádio, na televisão e em outros meios de comunicação contribuíram para escrever a história das comunicações nos Estados Unidos. Mantendo seu compromisso de atingir as mais amplas platéias, tornou-se, em 1922, uma das primeiras orquestras a realizar um concerto transmitido pelo rádio; sua apresentação radiofônica Costa a Costa, ao vivo, em 1930, foi a primeira do gênero, e a Filarmônica continuaria a transmitir concertos ao vivo pelo rádio até 1966, quando os mesmos passaram a ser gravados; em 1997, voltou ao ar para tornar-se a única orquestra sinfônica de seu país a transmitir regularmente, ao vivo, um programa de rádio para todos os Estados Unidos.

Ao longo de sua mais que centenária história, gravou cerca de 2.000 álbuns – o primeiro deles em 1917 –, dos quais mais de 500 encontram-se disponíveis (selos Deutsche Grammophon, London, New World, RCA, Sony Classical e Teldec); dois álbuns produzidos em colaboração com a Teldec Classics International foram agraciados com o prêmio de Disco do Ano pela Stereo Review.

Em 1997, a Filarmônica criou seu próprio selo, o New York Philharmonic Special Editions, lançando um conjunto de dez CDs com gravações históricas de suas apresentações para o rádio, realizadas entre 1923 e 1987 e selecionadas do arquivo da Orquestra. A essa série seguiram-se a coleção The Mahler Broadcasts 1948 – 1982 – composta de doze CDs com as nove Sinfonias de Mahler, e outras obras do autor, transmitidas nesse período – e os dez CDs da coleção An American Celebration, que explora a relação da Filarmônica de Nova Iorque com a música norte-americana.

No ano passado, ainda sob o selo Special Editions, lançaram-se a coleção Bernstein LIVE – conjunto de 10 CDs com gravações ao vivo, comercialmente inéditas, de apresentações da Orquestra sob a batuta de Leonard Bernstein – e o álbum duplo Sweeney Todd: Live at the New York Philharmonic, que registra sua aclamada interpretação de Sweeney Todd, de Stephen Sondheim.

Desde 1950 que a Filarmônica de Nova Iorque vem ampliando seu público também por meio de aparições na televisão. Por mais de 20 anos a Orquestra transmitiu regularmente pela TV seus Concertos para a Juventude, e de 1976 em diante foi presença freqüente na série Live from Lincoln Center, da rede PBS. No dia 14 de novembro de 1996, tornou-se o primeiro conjunto sinfônico a produzir e lançar um CD para distribuição exclusiva pela internet, uma gravação remasterizada digitalmente da histórica estréia de Leonard Bernstein à frente da Orquestra, em 1943.

Depois de tocar por mais de 70 anos no Carnegie Hall de Nova Iorque, a Filarmônica mudou-se, em 1962, para o Lincoln Center, onde passou a ocupar o Philharmonic Hall, sala que posteriormente seria “batizada” como Avery Fisher Hall, em reconhecimento a uma grande doação recebida, parte da qual foi usada para uma completa reforma do auditório, em 1976.

Em 1965, a Orquestra iniciou um programa de apresentações públicas gratuitas nos parques de Nova Iorque que já foram vistas por mais de 13 milhões de pessoas – só o Liberty Weekend Concert, realizado no dia 5 de julho de 1986, reuniu no Central Park cerca de 800.000 ouvintes, a maior audiência na história dos concertos de música erudita. Em 18 de fevereiro de 1999, a New York Philharmonic realizou seu 13.000º concerto, marco que nenhuma outra orquestra do mundo alcançou.