Orquestra Sinfônica de Sergipe

Criada na década de 80, a Orquestra Sinfônica de Sergipe é um dos mais importantes grupos orquestrais da região Nordeste. Apresenta-se atualmente no Teatro Tobias Barreto, patrimônio cultural do Estado de Sergipe, com capacidade para 1.328 pessoas e oferece, desde 2007, temporadas anuais e regulares de concertos, proporcionando ao público sergipano música erudita de alto nível.

Está composta atualmente por cerca de sessenta músicos – sergipanos, de outros estados da federação e também de outros países – e corpo administrativo empenhados em criar um produtivo pólo de música de concerto na região Nordeste do Brasil e cujo repertório abrange desde o período barroco, passando por obras tradicionais do classicismo e romantismo, até obras experimentais de música contemporânea.

A estrutura física da ORSSE compreende, no Teatro Tobias Barreto, uma sala de ensaios, salas administrativas e de estudo individuais, além de uma moderna concha acústica, especialmente criada para melhor projeção sonora em suas apresentações, e de instrumentos próprios (piano Steinway D, órgão, cravo, etc...).

A Temporada 2007 compreendeu um total de 55 concertos, atendendo a um público estimado em 40 mil pessoas. O grupo realizou concertos no Teatro Tobias Barreto em cidades do interior e em locais públicos, como parques e orla. O Projeto Sinfonia do Saber, realizado através de parceria com a Secretaria de Estado da Educação trouxe 3 mil jovens ao Teatro em concertos didáticos.

Entre os solistas que se apresentaram com a ORSSE estão José Carlos do Amaral Vieira, Sônia Goulart, Francis Hime, Rosana Lanzelotte, José Luís de Aquino, Marina Brandão, Sylvia Thereza, Emmanuele Baldini, Wagner Tiso e Laszlo Mezö. Nesta temporada, a orquestra será regida pelos maestros convidados Abel Rocha, Carlos Moreno, Carlos Prazeres, Lutero Rodrigues e Roberto Tibiriçá.

Já foram diretores da ORSSE os maestros Rivaldo Dantas, Gledson Carvalho e Ion Bressan. A partir de agosto de 2006 assumiu o posto o maestro paulistano Guilherme Mannis, de maneira a comandar a reestruturação artística do grupo de modo a inseri-lo no panorama brasileiro da música erudita, criando, no Estado, um importante pólo de produção de música de concerto, através da capacitação dos músicos locais, a vinda de novos músicos e o intercâmbio freqüente com solistas e regentes de destaque no cenário artístico nacional e internacional. Neste período, marcado pela conquista e formação de um novo público para a música clássica, foram realizadas diversas primeiras audições de obras no Estado, e a orquestra intensificou seus projetos educacionais e de interiorização.

Fevereiro de 2008.