Orquestra Sinfônica do Paraná - OSP

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História de amor e dedicação

A Orquestra Sinfônica do Paraná - OSP foi criada em 28 de maio de 1985. Seu primeiro maestro titular e emérito foi Alceo Bocchino e o primeiro maestro adjunto, Osvaldo Colarusso. Para o programa de estréia foram escolhidas a abertura da Ópera Anacreon , de Luigi Cherubinni (primeira audição no Paraná), sob a regência de Osvaldo Colarusso; Sinfonia Nº 8 , em sol Maior, de Beethoven; e Concerto Nº 5 em mi bemol, opus 73, O Imperador sob a regência de Alceo Bocchino e solo do pianista Fernando Lopes.

A banca examinadora para compor a orquestra foi formada pelos maestros Alceo Bocchino, Cláudio Santoro, Mário Tavares e a violinista Eleni Bettes. Osvaldo Colarusso disputou a vaga de maestro adjunto com outros 17 maestros de vários estados brasileiros. A banca escolheu ainda os 61 músicos que formaram a orquestra.

Em 1998, Roberto Duarte foi nomeado regente titular da OSP. Sua regência foi até 2000, quando foi substituído por Jamil Maluf, que passou o cargo, em 2002, para Alessandro Sangiorgi.

Desde então, a OSP desenvolve um repertório amplo e eclético. Foram feitas cerca de 750 concertos, óperas e balés apresentados em diversas cidades brasileiras. Somente em 2004 foram feitas 51 apresentações. Em seu repertório estão obras de mais de 200 compositores nacionais e internacionais, que contribuem para o amadurecimento do corpo sinfônico e para a formação de platéia. A parceria com o Balé Teatro Guaíra também foi reativada após cinco anos que os dois corpos estáveis do CCTG não atuavam juntos.

Convidados especiais

A Orquestra Sinfônica do Paraná já se apresentou sob a regência de Norton Morozowicz, Cláudio Santoro, Henrique Morelenbaum, John Neschling, David Machado, Roberto Duarte, Aylton Escobar, Frederico Gerling Júnior, Tomás Toscano, Paulo Torres, Erol Erdinçe, Manuel Álvarez, Helmut Imig, Pierre Huwiller, Sérgio Magnani, Manuel Ochoa, Eugene Ratchev e Alessandro Sangiorgio.

Também estiveram à frente da OSP, Miguel Angel Gilardi, Cláudio Ribeiro, Graham Griffiths, Emanuel Martinez, Roberto Tibiriçá, Sílvio Barbato e Peter Aderhold e com os instrumentistas Nélson Freire, Arthur Moreira Lima, Arnaldo Cohen, Turíbio Santos e Antônio Lauro Del Claro.

A Orquestra Sinfônica do Paraná realiza concertos e é freqüentemente convidada para abrir festivais de música, tanto no Paraná como em outros estados.

Beethoven completo

A Orquestra Sinfônica do Paraná é uma das poucas no Brasil que já interpretou as noves sinfonias de Beethoven. O primeiro Ciclo Beethoven, (as Nove Sinfonias, em Quatro Concertos) foi em 1998 e, em 2000, a OSP voltou a apresentar as composições mais conhecidas do compositor alemão.

As sinfonias de Brahms e as composições de Gershwin também foram interpretadas pela orquestra. Ainda em 1998, a OSP foi convidada para abrir o Festival Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Foi a primeira vez que uma orquestra de outro estado abriu o evento.

Em 2000, a OSP foi regida pela primeira vez por uma mulher, a maestrina Lígia Amadio, titular da Orquestra Nacional do Rio de Janeiro, que conduziu a OSP em turnê pelo interior do Paraná. Em maio de 2004, a maestrina voltou a reger a sinfônica paranaense, apresentando Beethoven e Mozart, no auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão).

Ainda em 2000, sob a direção do maestro Jamil Maluf, a Sinfônica buscou ampliar o seu público. Colocou em seu repertório trilhas sonoras de cinema, um inédito concerto para computador e espetáculos com a participação de instrumentistas de Música Popular Brasileira, como Naná Vasconcelos e Osvaldinho do Acordeon.

Em 2004, a Sinfônica Paranaense apresentou de Wolfgang Amadeus Mozart, Die Zauberflöte (KV 620), Concerto para Violino e Piano em Ré Maior KV. Anh. 56 (KV 315F), em première nacional, tendo como solistas Sabine Gabbe (violino) e Isabel Gabbe (piano) sob a regência do maestro Peter Aderhold. Outra atração foi o solista Goetz Bernau (violino) em Concerto para Violino e Orquestra , de Alban Berg, sob a regência de Alessandro Sangiorgi

Ainda em 2004, a OSP e o Balé Guaíra programaram três grandes espetáculos em conjunto. O primeiro foi Pastorale - coreografia de Milko Sparemblek, música de L.V. Beethoven -, e Exultate Jubilate - coreografia de Vasco Wellenkamp, e música de W. A. Mozart, com a participação da soprano Kalinka Damianiem.

O segundo espetáculo foi em comemoração aos 35 anos do Balé Guaíra, com a coreografia Espaços, de Henrique Rodovalho. A última montagem deste ano será o balé O Quebra-Nozes , que será encenado de 3 a 19 de dezembro.

Maio 2005.