Orquestra Sinfônica de Chicago

Em seu segundo século de atividade, a Orquestra Sinfônica de Chicago desfruta de uma posição invejável no mundo da música. Suas apresentações são saudadas com entusiasmo tanto no país quanto no exterior. Gravações campeãs de vendagem continuam a conquistar prestigiosos prêmios internacionais e suas transmissões radiofônicas são ouvidas por milhões de pessoas nos Estados Unidos.

Em setembro de 1991, a orquestra deu início a uma nova colaboração com Daniel Barenboim, que assumiu a direção do conjunto como seu nono diretor. A gestão de Barenboim foi marcada pela estréia das produções altamente elogiadas das três óperas de Mozart/Da Ponte no novo Centro Sinfônico de Chicago, apresentações virtuosísticas com a Orquestra, no duplo papel de pianista e regente, e por nove turnês internacionais.

Mais recentemente a Orquestra apresentou três concertos como parte do Berlin Festtage em abril de 1999, todas aclamadas por um público extraordinário e pela crítica. Em março de 1995, Pierre Boulez foi nomeado terceiro regente convidado principal da Orquestra.

Os cento e nove anos de história da Orquestra começaram em 1891, quando Thedore Thomas, então o regente mais importante da América e um reconhecido pioneiro musical, foi convidado por Norman Fay, um empresário de Chicago, para estabelecer uma orquestra sinfônica permanente com a mais elevada qualidade musical. Os primeiros concertos aconteceram em 16 e 17 de outubro do mesmo ano. O maestro Thomas permaneceu como diretor musical por treze anos, até sua morte em 1905, apenas três semanas após a inauguração do Orchestra Hall, sede permanente do conjunto.

O sucessor de Thomas foi Frederick Stock, que começou sua carreira na seção das violas em 1895, tornando-se regente assistente quatro anos depois. Sua gestão durou trinta e sete anos, de 1905 a 1942 - a mais longa dos nove diretores musicais de Chicago. Dinâmicos e inovadores, os anos Stock testemunharam a fundação da Civic Orchestra of Chicago em 1919, a primeira orquestra preparatória dos Estados Unidos filiada a uma grande orquestra sinfônica. Deu início também a audições para jovens, organizou a primeira série de concertos especialmente para crianças e começou uma série de concertos populares.

Três eminentes regentes lideraram a Orquestra na década seguinte: Désiré Defauw foi diretor musical de 1943 a 1947; Artur Rodzinski assumiu o posto em 1947-48 e Rafael Kubelik dirigiu o conjunto por três temporadas, de 1950 a 1953.

Os dez anos subseqüentes pertenceram a Fritz Reiner, cujas gravações com a Orquestra Sinfônica de Chicago são até hoje consideradas marcos importantes. Foi o maestro Reiner que convidou Margaret Hillis para formar o Chicago Symphony Chorus em 1957.

Nesse período Carlo Maria Giulini começou a se apresentar regularmente em Chicago, sendo nomeado regente convidado principal em 1969 e mantendo-se na função até 1972. O segundo regente principal convidado na história da Orquestra foi Claudio Abbado, entre 1982 e 1985. Nas cinco temporadas entre 1963 e 1968, Jean Martinon assumiu o posto de diretor musical.

Sir Georg Solti, o oitavo diretor musical da Orquestra, esteve à sua frente entre 1969 e 1991. Foi-lhe atribuído o título de diretor musical laureado e ele voltou a reger o conjunto por várias semanas em todas as temporadas, até sua morte em setembro de 1997. A chegada do maestro Solti a Chicago abriu uma das parcerias musicais mais bem sucedidas da nossa época. A primeira turnê internacional da Orquestra Sinfônica de Chicago aconteceu em 1971, sob sua direção, assim como turnês subseqüentes à Europa, Japão e Austrália, que reforçaram sua reputação de um dos melhores conjuntos musicais do mundo.

As transmissões radiofônicas e gravações constituem uma parte importante das atividades da Orquestra Sinfônica de Chicago. Concertos inteiros gravados no Orchestra Hall e no Festival de Ravinia são transmitidos por cerca de duzentas estações pelo país.

Desde 1916, quando se tornou a primeira orquestra americana a gravar com seu regente habitual, o conjunto acumulou uma discografia com cerca de novecentos títulos. As gravações da Orquestra conquistaram cinquenta e seis prêmios "Grammy" da National Academy of Recording Arts and Sciences, incluindo vários "Classical Album of the Year" e vários "Best Classical Performances" nas categorias orquestral, coral, solistas instrumentais e vocais.