Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - OSESP

A inauguração da Sala São Paulo, em julho de 1999, é a mais importante conquista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - OSESP, desde o início de sua reestruturação, em 1997.

Criada em 1953, por Souza Lima, teve vida efêmera e iniciou suas atividades, na verdade, somente em 1972, sob a direção de Eleazar de Carvalho, seu regente titular até 1996. Ao longo de mais de duas décadas, a OSESP apresentou obras importantes do repertório sinfônico e liderou a programação de música clássica em São Paulo.

Os anos 90, porém, viram o conjunto sofrer as conseqüências da falta de políticas adequadas para a música de concerto e do peso da burocracia sobre a cultura brasileira. Com a morte de seu Diretor, a orquestra precisava reestruturar-se e construir seu lugar no cenário musical brasileiro. John Neschling, brasileiro radicado na Europa há quase 20 anos, foi então convidado a assumir a Direção Artística da orquestra.

Em setembro de 1997, a OSESP fez seu primeiro concerto depois de percorrer um duro caminho. Mais de 80 músicos foram reavaliados, permanecendo aqueles que demonstraram grande competência profissional. Artistas brasileiros, há muito tempo no exterior, e músicos estrangeiros, de várias procedências, fizeram rigorosas audições e hoje compõem um elenco de 95 artistas que, de março a dezembro de 1998 e 1999, semanalmente se apresentou em concertos sinfônicos e de câmara.

Salários triplicados, novos instrumentos, programação regular e de excelente nível fazem parte da reestruturação que culminou com a entrega de sua sede própria, que inclui uma sala de concertos de beleza incontestável e de rara qualidade acústica.

Em 77 programas diferentes, a OSESP recebeu solistas e regentes brasileiros e estrangeiros da envergadura de Nélson Freire, Antônio Menezes, Nikolai Demidenko, Jean Louis Steuerman, Alex Klein, Duo Assad, Leonidas Kavakos, Michel Tabachnik, Konstantin Lifschitz, Gerard Caussé, Radovan Vlatkovic, Alain Lombard, Günter Neuhold, Marc Piollet, Miriam Fried, Martin Turnovski, Milan Horvath, Michele Campanella, Miklos Perényi.

O repertório de suas temporadas abarca toda a vasta literatura sinfônica européia, sem esquecer a produção musical brasileira que remonta ao século XVIII e tem expoentes como Carlos Gomes e Villa-Lobos.

A excelência e potencial da OSESP são já reconhecidos do público brasileiro, que acorre a seus concertos em número cada vez maior, e da crítica especializada.