Introdução

Nesse tutorial mostraremos a você um guia passo-a-passo de como converter sua coleção de discos de vinil em CDs, incluindo como conectar o seu toca-discos ao computador e como remover o ruído das gravações. Para isso, você precisará dos seguintes componentes:

Um toca-discos;

Um receiver;

Um computador com placa de som instalada;

Um cabo RCA estéreo com fio terra para conectar o toca-discos ao receiver;

Um cabo com conector mini (P2) estéreo em uma das pontas e na dois conectores RCA na outra para conectar o receiver ao computador;

Caixas acústicas para monitorar o que está sendo gravado;

Mídias CD-R virgens;

Software de gravação de áudio;

Software para remoção de ruído;

Software de gravação de CD.

Falaremos sobre cada um desses componentes durante nosso tutorial.

Primeiramente, gostaríamos de deixar bem claro para você que por melhor que seja feita essa conversão, a qualidade nunca ficará igual à de um CD profissional. O grande vilão dessa história é o ruído, e tomaremos algum tempo explicando esse problema. Assim, se você é um audiófilo, prefira comprar a versão em CD dos seus discos favoritos do que fazer esse tipo de conversão.

É claro que existem casos em que a conversão é vantajosa. O mais óbvio é quando o disco de vinil que você possui é raro e nunca foi lançado no mercado em CD. Outro caso é o custo. Sai muito mais barato converter sua coleção inteira de LPs em CDs do que comprar toda a sua coleção de discos novamente em CD. Nesse caso, a conversão de LPs em CDs é vantajosa, especialmente se você não é um audiófilo preocupado com baixos níveis de ruído.

Uma outra desvantagem da conversão é que você terá os discos gravados em mídias de CD-R, sem capa nem encarte. Se você é do tipo que realmente curte ter um CD completo, com capa e encarte, então prefira comprar o CD na loja a converter o seu equivalente de vinil.

Mas voltando ao ruído, existem dois tipos de ruído que são gerados durante o processo de conversão de um disco de vinil em um CD. O primeiro tipo de ruído é o ruído proveniente do próprio disco de vinil, tal como estalidos causados por pequenos arranhões existentes na superfície do disco. É possível apagar esse tipo de ruído através do computador e em outro momento nós veremos como isso é feito.

O segundo tipo de ruído é o ruído causado pelo próprio equipamento, chamado ruído branco. O ruído branco pode ser proveniente de vários locais: do toca-discos, do amplificador (receiver), da placa de som, dos cabos usados nas conexões, etc. Para entender o que é o ruído branco, faça a seguinte experiência em casa: em um aparelho de som com toca-fitas, coloque uma fita para tocar. Pressione a tecla pause e deixe-a pressionada. Aumente o volume do amplificador. Você escutará claramente um ruído (chiado) que não está sendo gerado pela fita cassete, mas sim pelo próprio toca-fitas. Este é o ruído branco. Obviamente quando convertermos o nosso disco de vinil para um CD não queremos a presença desse tipo de ruído.

A quantidade de ruído que um aparelho de áudio gera é chamado relação sinal/ruído ou SNR (Signal-to-Noise Ratio), que é medida em uma unidade chamada decibel. Quanto maior essa relação, melhor. Um aparelho de CD, por exemplo, possui uma relação sinal/ruído maior do que um toca-fitas. Se você fizer a mesma experiência que descrevemos acima com um CD player em vez de um toca-fitas, você perceberá que a quantidade de ruído será menor – praticamente imperceptível, se você tiver um bom aparelho de som.

Por isso, um dos principais fatores para que o resultado da sua conversão de LPs em CDs seja o mais próximo possível da perfeição é a ausência de ruído. A escolha de uma placa de som com um baixo nível de ruído (uma relação sinal/ruído alta) é o ponto de partida para a inexistência do ruído branco. Na próxima página explicaremos mais sobre esse assunto.